Dez constatações do comportamento Humano

O ser humano é um bicho complexo. Sim, um bicho. Estamos em igualdades de condições com os macaquinhos da selva e com as baratas do esgoto sob os olhos da mãe natureza. É difícil reconhecer que nosso comportamento dito e considerado (por nós) como inteligente, está permeado de comportamentos primais que remontam ao passado longínquo de onde viemos em uma permanente estrada evolutiva, compartilhando com outras criaturas o dom da existência e afetando a natureza de maneiras variadas e sofrendo reflexos de nossa própria intervenção. Hoje quando vamos ao banco, a igreja, quando saímos para passear, quando competimos no esporte, olhamos para mulheres gostosas nas revistas, nos preocupamos com a imigração desenfreada ou sofremos com o ciúme, estamos nos comportando como os animais humanos que somos, agindo sob controle de nossa única natureza, a natureza humana.

Eu acho interessante de observar que ao contrário do que nos dita o senso comum, tudo o que vivenciamos, nosso sentimento e comportamento é resultado não apenas de nossas experiências individuais construídas ao longo da nossa vida inteira, mas também com a vida inteira de nossos ancestrais, milhões de anos no passado. E não só isso, todos os sentimentos e comportamentos são compartilhados entre homens e mulheres, independentemente das variações culturais que – inegavelmente – também influenciam muito o comportamento humano.

A beleza da vida é que ela pode ser contemplada, e compreendida de diferentes pontos de vista. Raramente os psicólogos que focam seus estudos no campo comportamental ou cultural enfatizam a influência do universo biológico sobre o comportamento humano. Já os psicólogos que trilham uma pesquisa sobre o ponto de vista evolucionário vêem o ser humano como um produto inacabado de uma série de adaptações que geraram uma estrutura social complexa formada por cérebros que se adaptaram a resolver problemas de sobrevivência e reprodução, o que impeliu esta construção cultural a se organizar de forma a valorizar certos comportamentos em detrimento de outros, e foi isso que nos trouxe até aqui.
A ciência oferece um conjunto completo de visões complementares que permitem estruturar o homem de uma perspectiva muito completa.
E é por isso que muitas vezes algumas verdades sobre a natureza humana podem parecer erradas, imorais ou contrárias a um ideal de perfeição constituído culturalmente. Mas elas não seriam verdades se não estivessem amparadas em documentos e evidências científicas. Então, aqui estão algumas dessas verdades inconvenientes.

1- HOMENS PREFEREM MULHERES LOURAS GOSTOSAS! ( e TODAS as mulheres querem parecer com elas)

Muito antes de existir a televisão e seus comerciais de batom, perfume, roupas e maquiagem, antes das revistas Marie Claire, Criativa, Nova e etc, antes do comércio desenfreado e da ditadura da beleza, lá atrás, no século XV e XVI, na Itália, as mulheres estavam tingindo de louro os seus cabelos.


Um estudo recente mostra que no Irã, onde a exposição à mídia e à cultura ocidental é limitado pelo Estado, as mulheres são muito mais preocupada com a sua imagem corporal. Mas não só isso. Abaixo das roupas e lenços que obliteram a aparência feminina, elas vivem maquiadas e arrumadas da melhor maneira que seus orçamentos permitem. E elas querem perder mais peso do que as mulheres de mesma faixa etária nos EUA. É difícil atribuir as preferências e os desejos das mulheres na itália do século XV e e do Irã do século XXI, a um efeito meramente influenciador da mídia.

O ideal de beleza feminino é bem parecido com a aparência da boneca Barbie – jovens com pequena cintura, seios grandes, longos cabelos louros e olhos azuis – é uma conseqüência direta, realista e sensata que surge como uma resposta ao desejo dos homens de obter uma companheira com aquela aparência. Existe uma lógica evolutiva trás de cada um destas características.

Os homens preferem as mulheres jovens, em parte porque elas tendem a ser mais saudáveis do que as mulheres mais velhas. Um indicador rigoroso de saúde é atração física; Outro é o cabelo. As mulheres saudáveis têm cabelos brilhantes, e os cabelos de pessoas doentes rapidamente perdem o seu brilho. Uma vez que o cabelo cresce muito lentamente, o comprimento do cabelo na altura do ombro seria um método eficaz de obter um diagnóstico primitivo sobre aquele indivíduo, já que o cabelo comprido revela vários anos de um estado de saúde da mulher.

Os Homens também têm uma preferência universal por mulheres com uma razão de proporcionalidade de cintura estreita e quadril largo. Isso acontece porque ao longo da história, foi possível perceber que as mulheres dentro destas proporções eram melhor sucedidas, pois eram mais saudáveis e mais férteis do que outras mulheres. Elas tinham maior facilidade em conceber os filhos e mantê-los, porque elas têm maiores quantidades de hormônios reprodutivos essenciais. Assim, os homens de hoje, ainda estão inconscientemente buscando mulheres mais saudáveis e férteis quando eles procuram mulheres com cinturinha estreita.

Até muito recentemente, foi um mistério para a Psicologia Evolutiva o porquê do fato de que homens preferem as mulheres com seios grandes, uma vez que o tamanho dos seios de uma mulher não tem qualquer relação com a sua capacidade de lactação.
Até que o antropólogo Frank Marlowe de Harvard descobriu a resposta. Ele alega que para o mecanismo primal, os peitos maiores são um sinal inquívoco que a fêmea cresceu e isso torna mais fácil para os machos julgar a idade da mulher (bem como seu valor reprodutivo).

Alternativamente, os homens podem preferir mulheres com seios grandes pela mesma razão que preferem mulheres com cintura estreita. Um novo estudo de mulheres polonesas mostrou que as mulheres com seios grandes e cintura fina tem maior fecundidade. Isso foi detectado pelos respectivos altos níveis de dois hormônios reprodutivos (estradiol e progesterona) nessas mulheres.

O cabelos loiros é um sinal único para o homem primitivo, já que ele muda drásticamente com a idade. Tipicamente, as mocinhas de cabelos loiros se tornam mulheres com cabelos castanhos. Assim, quando um homem desenvolve atração específica pelos cabelos loiros, é possível que o mecanismo ancestral esteja operando silenciosamente no cérebro deste homem, direcionando-o a buscar companheiras com mais juventude (e, por conseguinte, em média, mais fecundas). Não é por acaso que os cabelos loiros evoluíram na Escandinávia e no norte da Europa, provavelmente como uma alternativa para as mulheres anunciar em sua juventude, já que os corpos estavam permanentemente ocultos sob roupas pesadas para protegê-las do frio intenso.

As Mulheres com olhos azuis não devem ser diferentes de todas as pessoas com olhos verdes ou castanhos. Mas a preferência pelos olhos azuis parece um fato universal e incontestável – em homens, assim como mulheres. Uma explicação é que a pupila humana dilata quando um indivíduo está exposto a algo que ele (ela) gosta. Por exemplo, as pupilas das mulheres e das meninas dilatam espontâneamente quando elas vêem bebês. A dilatação da pupila é um indicador do interesse sincero e da atração. E graças a simples questão de contraste, o tamanho da pupila é mais fácil de determinar quando os olhos são azuis.
Assim, foi ficando registrado nos mecanismos cerebrais mais primitivos que pessoas com os olhos azuis são mais atraentes porque é mais fácil determinar se elas estão interessadas em nós ou não.

A ironia é que nenhuma das opções acima é verdade hoje em dia. O mundo de hoje está repleto de métodos e técnicas de burlar e mimetizar a aparência considerada ideal. Perucas, apliques, Mega hair, lipoaspiração, cirurgia plástica, seios de silicone, costelas serradas, corantes capilares, lentes de contato, maquiagem, sombra, batom, são milhões de malandragens que podem fazer com que qualquer mulher, independentemente da idade, possa obter para si muitas das principais características que definem os ideais de beleza feminina. E os homens caem como patos. Afinal, é inútil lutar com instruções gravadas nos níveis mais remotos do nosso cérebro.

O conceito popular de “loura burra” advém do fato de que mulheres louras obtinham parceiros com maior facilidade. É óbvio que a cor do cabelo não afeta o potencial de inteligência. Então isso é uma coisa cultural localizada. A beleza foi uma arma evolutiva inteligente criada pela natureza para obter os melhores machos e assim selecionar os melhores filhotes, geração após geração. Quando o mundo começou a ficar menor, devido ao uso da tração animal, as rotas migratórias e as navegações, os grupos humanos diversos começaram a se relacionar. Isso expôs numa mesma panela social tipos distintos de mulheres. As louras sempre foram favorecidas pela atratibilidade genética descrita aqui. Com isso, as mulheres morenas sentiram na pele que a concorrência era desleal. Muito do que consideramos como piadas e gracejos sobre a suposta burrice das louras advém de um ciúme das mulheres morenas. A “burrice” está fundamentada numa percepção geral de que as mulheres louras precisam se esforçar menos para obter parceiros. As morenas passaram a buscar outros diferenciais para competir pelos machos. Classificar o concorrente de “burro” é uma arma eficaz de ameaçar o macho de que os seus descendentes serão “burros”, ou menos adaptados e por isso, piores.
A educação e o aculturamento foram estratégias igualmente bem sucedidas, à medida em que o mundo evoluiu na direção do conhecimento. A coisa começou a complicar quando surgiram os primeiros produtos de tingir os cabelos. Mas os resquícios deste tempo estão presentes até os dias de hoje. Quer ver? No que a Gisele Bunchen é formada? Em nada. Ela ganha milhões, ok. Mas ela sabe o que significa CPMF? Muitas modelos, a maioria quase absoluta dessas mulheres que vivem da beleza, não demonstram interesse pelos estudos, e fiam-se apenas em sua beleza. (e em muitos casos, isso realmente basta pra elas, já que nossa sociedade evoluiu daquele mundo primal e simples para um mundo sofisticado de regras complexas, onde o dinheiro é o objetivo geral das massas. Isso explica a idéia de que se ela ganha dinheiro apenas sendo bonita, não precisa estudar. Se já anda e fala, não precisa pensar. )

2. Os seres humanos são naturalmente polígamos

Tirando o ocidente e sua história recente, a civilização humana sempre foi naturalmente polígama. A poliandria (um casamento de uma mulher com muitos homens) é muito rara, mas a poliginia (o casamento de um homem de muitas mulheres) é amplamente praticada em sociedades humanas, embora as tradições judaico – cristãs imponham a monogamia como a única forma natural de casamento. Sabemos que os seres humanos têm sido poligínicos a maior parte da história, porque os homens são mais altos do que as mulheres.

Entre os primatas e não-primatas, o grau de poliginía sempre está correlacionado com a medida em que os machos de uma determinada espécie são maiores do que as fêmeas. Quanto mais poligínica a espécie, maior é o tamanho disparidade entre os sexos. Tipicamente, humanos do sexo masculino são 10% mais altos e 20% mais pesados do que as fêmeas. Isto sugere que, ao longo da história, os seres humanos foram moderadamente poligínicos.

Relativamente à monogamia, a poliginia cria uma maior variância (a distância entre os “vencedores” e os “perdedores” no jogo da reprodução) entre os homens do que entre as mulheres, pois permite que alguns poucos (e fortes) homens possam monopolizar todas as fêmeas do grupo, como ocorre com os chimpanzés. A maior variância entre os homens cria uma maior pressão para os homens competirem uns com os outros pelas fêmas. Apenas machos altos e fortes ganham as oportunidades de acasalamento. Além disso em todas as espécies como a nossa, onde as fêmeas se mantém ao lado dos machos para criar os filhotes, as fêmeas também preferem a companhia de machos fortes e grandes – ou altos ( uma vez que a percepção de altura em sociedades primitivas sempre esteve associada ao grau de poder) porque eles podem oferecer melhor proteção física contra predadores – e outros machos.

Em sociedades onde os homens ricos são muito mais ricos (riqueza é poder) que os homens pobres, as fêmeas preferem dividir um homem rico do que ter um homem pobre só para elas. O instinto materno leva uma mulher a preferir um décimo de um homem de poder a um inteiro de pobreza. Apesar do fato de que os seres humanos são naturalmente poligínicos, a maioria das sociedades industriais são monogâmicas porque homens tendem a ser mais ou menos iguais em seus recursos, em comparação com os seus antepassados na época medieval. (A desigualdade aumentou à medida que a sociedade se complexificou. Inicialmente caçadores, passamos a sociedades avançadas agrárias. A Industrialização diminuiu o nível de desigualdade, quando o poder de alimentar os filhos deixou de ser decorrente da força de trabalho única e exclusiva do homem. As máquinas afetaram o modo como os homens se colocaram na sociedade).

E é por isso que geralmente homens muito pobres não tem amantes*. E homens muito ricos costumam ter mulheres pipocando ao redor. ( note que não estou falando de amor!) Ao fim dos dois tópicos aí de cima, você está apto a pensar e descobrir que isso explica também porque os jogadores de futebol feios PRA CARAMBA como o Ronaldinho Gaúcho e o Amaral conseguem louras gostosas e você não. Agora imagine o Ronaldinho gaúcho como um servente de obra e não à bordo da Ferrari. Ele teria aquela mulher? Na nossa sociedade, dinheiro = poder. Gravidez = garantias. Logo, golpe da barriga = estratégia perfídiamente genial.

* Quando um homem pobre tem amantes é porque ele se destacou em outro campo. Força física, esporte, até mesmo a violência. Outra coisa, em certas estruturas desorganizadas onde faltam valores básicos, ocorre a desestruturação social. Em favelas e etc. isso é comum. Aí pode acontecer de haver um grau de igualdade (com todo mundo socialmente equiparado) e a monogamia deixe de ocorrer. Isso pode gerar até a poliandria, caso a mulher ganhe algum dinheiro. Em sociedades agrárias e assoladas pela seca como no nordeste do Brasil, isso também ocorre.

3. A maioria das mulheres se beneficiam da poliginia e os homens que se beneficiam da poligamia

Quando há desigualdades entre os homens a maior parte das mulheres se beneficiam da poliginia: Já que as mulheres podem compartilhar um homem rico. Já na monogamia, elas são obrigadas a casar e ficar com um homem pobre “até que a morte os separe”.

As únicas exceções são as mulheres bonitas. É que sob o véu da monogamia, as bonitas podem ser disputadas e monopolizar os homens ricos; E sob a poliginia, as gostosas bonitas tem que compartilhar seu macho gostosão na ferrari com outras mulheres menos desejáveis. No entanto, a situação é exatamente oposta para os homens. A monogamia garante que todo o homem pode encontrar pelo menos uma esposa. Na verdade, isso permite que homens menos desejáveis possam se casar apenas com as mulheres menos desejáveis, mas isso é muito melhor do que não casar ninguém, né? Mais uma vez, note que se o cara é feio como o catiço mas tem dinheiro feito o Tio Patinhas, o “índice de beleza social” faz de qualquer zé-caôlho-manco, um George Clooney.

É normal que os homens das sociedades monogâmicas como a nossa imaginem que seria bem melhor a situação da poliginia, afinal quem não quer ter um harém de mulheres gostosas e lascivas?
Mas isso é pura fantasia. O que eles não percebem é que, para a maioria dos homens que não são extremamente desejáveis, (hoje a nossa sociedade considera bastante a $$$ como ítem de desejabilidade masculina) o que significa que não haveria nenhuma mulher para a maioria, ou, se o cara tiver sorte, uma mulher que é muito menos desejável do que uma que poderia obter sob os laços sagrados do casamento monogâmico.

4. A maioria dos homens-bomba suicidas são muçulmanos

De acordo com o sociólogo Diego Gambetta, da Universidade de Oxford, embora missões suicidas nem sempre sejam motivados religiosamente, quando a religião está envolvida, é sempre um muçulmano que faz “cabum”! Por quê? Seria o Islã a religião que motiva seus seguidores a cometer missões de suicídio?

A surpreendente resposta da perspectiva da psicologia evolutiva é que o muçulmano que entra num atentado atentado suicida pode não ter nada a ver com o Islã ou o Alcorão. Na verdade, os motivos não tem nada a ver com a religião, a política, a cultura, a raça, a etnicidade, a língua ou mesmo a região. Tal como acontece com tudo, a explicação dos homens bomba pode ter muito mais a ver com sexo, ou, neste caso, a ausência de sexo.

O que distingue o Islã de outras grandes religiões é que eles toleram a poliginia. Ao permitir que alguns poucos homens possam monopolizar todas as mulheres e muitos homens ficam chupando o dedo, a poliginia cria uma gigante escassez de mulheres disponíveis para a reprodução. Some-se a isso uma sociedade em que estruturalmente a mulher deve ser resguardada e protegida a qualquer custo, (o que explica a burca) Se 50% dos homens têm duas esposas, os outros 50% não recebem qualquer esposa na vida.

Então a poliginia aumenta muito a pressão competitiva sobre os homens, sobretudo os homens jovens de baixo status social. E isso faz com que aumente a probabilidade de que os homens jovens recorram a meios violentos para ter o seu lugar ao sol. Ao fazê – lo, o homem que devido ao seu baixo status têm pouco a perder e muito a ganhar, provoca um aumento na violencia social.
Dessa maneira a poliginia está diretamente associada ao aumento dos crimes como o homicídio e estupro, que sobem independentemente dos fatores macroeconômicos e de desenvolvimento social como a densidade populacional, o nível de democracia, e os fatores políticos na região. A solução numa sociedade assim é esconder a mulher. Mesmo que isso signifique impedir que ela estude que frequente lugares públicos. Que ande sozinha. A opressão funciona como uma necessidade básica de proteção e de regulação de uma estrutura que opera contrariando o intresse da natureza.

No entanto, a poliginia por si só, não é necessáriamente a única causa para os atentados suicidas. As Sociedades na África sub-saariana e no Caribe são bem mais poligínicas do que as nações muçulmanas do Médio Oriente e do Norte de África. De fato, esses locais tem níveis muito elevados de violência. A África sub-saariana sofre de uma longa história de contínuas guerras civis -, mas não há homens bomba por lá. Por que?

É aí que surge o ingrediente fatal. Ele é a peça chave para explicar os homens bomba: A promessa de 72 virgens à espera no céu para qualquer mártir no Islã. Parece piada, mas isso é sério.
A perspectiva de acesso exclusivo para virgens pode não ser tão atraente para quem já tem uma companheira aqui na Terra, o que praticamente garante estrita monogamia. No entanto, a perspectiva é bastante atraente para quem enfrenta a realidade sombria de ser um completo perdedor no aspecto reprodutivo.

Quando a falta de mulheres causadas pela poliginia se combina com a promessa de um grande harém de virgens no céu num ambiente de profunda devoção religiosa e credulidade absoluta no Coorão, muitos homens jovens muçulmanos decidem cometer atentados suicidas. Outro fator que parece corroborar esta afirmação é que outros estudos sobre os homens-bomba mostram que a maciça maioria deles são significativamente mais jovens que a população muçulmana, em geral, mas também que outros membros não-suicidas das suas próprias organizações políticas extremistas como o Hamas e Hezbollah. Não obstante, todos os homens-bomba são solteiros e estão justamente no período de maior concentração da testosterona. Sabe-se que a testosterona tem um profundo efeito sobre a questão da violência e predisposição para o combate. Não é atôa que o serviço militar ocorre aos dezoito anos. A explicação para isso é que no período que vai dos 17 aos 30 anos, o homem está em sua melhor forma física e com a maior carga hormonal para disputa. Após os 30 a taxa hormonal decai rapidamente e o homem fica mais pacífico.

5. Ter filhos meninos reduz a probabilidade de divórcio

Sociólogos e demógrafos sabem que casais que tenham pelo menos um filho enfrentam significativamente menor risco de divórcio do que casais que têm apenas filhas. Por quê?

Uma vez que um parceiro homem tem seu valor determinado pela sua riqueza, status e poder – e que os valores que compõe o quadro de atratibilidade das mulheres são determinados pela sua juventude e atratividade física – o pai tem de certificar-se de que seu filho vai herdar sua fortuna, bens, e poder, independentemente de quantos recursos este pai tem. Em contraste, há relativamente pouco que um pai (ou mãe) pode fazer para manter uma filha jovem, ou torná-la mais atraente fisicamente.
A continuação da presença (e do investimento), do pai é, portanto, importante para o filho, mas não tão crucial para a filha. A presença de filhos, tende a dissuadir o divórcio e à partida do pai da família mais do que a presença das filhas, e este efeito tende a ser mais forte entre as famílias abastadas.
Há ainda um fator de origem cultural que enxerga na descendente mulher a diluição da tradição familiar. Isso porque as mulheres adquiriam o nome do marido ao se casar. Isso não parece ter importância hoje, mas num tempo em que o território e os títulos de nobreza eram diretamente atrelados ao nome, isso fazia uma ENORME diferença. As filhas ao se casarem eram entregues aos maridos juntamente com um “dote”, que era uma pequena fortuna em bens. (hoje isto está simbolizado na festa de casamento. Você já se perguntou por que é a mãe da noiva que paga a festa?) Já filhos varões adquiriam ao casar esses mesmos bens. Logo, não precisa ser muito esperto para ver que filhas davam prejuízo e filhos, lucro. Além do fato de que nas sociedades primitivas, as mulheres geravam filhos e comiam. Ou seja, elas reduziam as chances de sobrevivência numa sociedade sitiada em combate, Filhos varões significavam mais garantias de sobrevivência para o grupo, pois os homens caçavam e defendiam o território. Ainda hoje, na China, em províncias distantes, muitas mulheres matam os bebês recém nascidos de sexo feminino e alegam que eles morreram no parto.

6. Pessoas bonitas têm mais filhas

O senso comum aceita que a concepção de um menino ou uma menina é uma coisa que ocorre ao acaso, ou de acordo com a vontade de Deus ou fase da Lua. Lêdo engano. De fato, há muito de acaso na questão da concepção, mas isso não é uma verdade absoluta. A razão sexual normal de nascimento é de 105 meninos para cada 100 meninas. Mas a razão sexual varia um pouco em diferentes circunstâncias e para diferentes famílias. Existem fatores que influenciam sutilmente o sexo de uma ninhada.

Um dos mais celebrados princípios na biologia evolutiva, a hipótese de Trivers-Willard, afirma que os pais ricos de elevado status social têm mais filhos, enquanto que os pais pobres de status menor possuem mais filhas. Isso ocorre porque as crianças geralmente herdam a riqueza e status social de seus pais. Ao longo da história, filhos de famílias ricas que iriam tornar-se ricos, poderiam esperar para ter um grande número de esposas, amantes e concubinas, e produzir dezenas ou centenas de crianças, enquanto que as suas irmãs igualmente ricas só poderiam ter alguns poucos filhos. Assim, a seleção natural desenhou para pais ricos uma tendência a ter meninos e de ter mais meninas se os pais forem pobres. (O mecanismo biológico pelo qual isto ocorre ainda não é bem compreendido.) Porém, esta hipótese foi documentada em todo o mundo. Presidentes americanos, vice-presidentes, secretários e milionários tem na média mais filhos do que filhas. Os pobres de Mukogodo na África Oriental têm mais filhas do que filhos. A Igreja paroquial de Leezen, Alemanha, registra em seus livros dos séculos XVII e XVIII que ricos proprietários tinham mais filhos do que as filhas, enquanto trabalhadores agrícolas e comerciantes sem propriedade tinham mais filhas aos filhos. Em um levantamento feito em 46 nações, indivíduos ricos estão mais propensos a indicar uma preferência por filhos se eles só pudessem ter um filho, enquanto que os indivíduos menos ricos são mais propensos a indicar uma preferência para filhas.

A hipótese de Trivers-Willard ultrapassa os aspectos da riqueza e status familiar: Se os pais têm quaisquer características que possam transmitir aos seus descendentes e que sejam melhores para filhos do que para filhas, então eles terão mais rapazes. Em contrapartida, se os pais têm quaisquer características que sejam melhores para as filhas, eles terão mais meninas.

Como já falei aqui, os atrativos físicos da beleza são amplamente vantajosos para as mulheres. Portanto, seria possível prever que se esta lógica estiver correta (como as pesquisas apontam estar) é possível prever que pais fisicamente atraentes terão meninas. Americanos que sejam classificados como “muito atraentes” têm 56% de chance de ter uma filha como primogênita, em comparação com 48% para todos os outros.

7. Bill Gates e Paul McCartney têm algo em comum com criminosos

Há quase um quarto de século, criminologistas estudam e teorizam sobre a “curva de idade da criminalidade.” Em todas as sociedades em todos os momentos históricos, a tendência para cometer crimes e outros riscos – aumenta rapidamente na puberdade, no início da adolescência, chega ao pico no auge da adolescência e com o passar do tempo, no início da idade adulta, diminui rapidamente até os 30 anos, como eu falei anteriormente, e chega em níveis minúsculos na meia idade.

Trocando em miúdos, é a pura verdade o dito de que “macaco velho não mete a mão em cumbuca”. É verdade porque esta curva de “cagadas” dos jovens ocorre também com animais. Os bombeiros americanos sabem muito bem disso. Durante uma determinada época do ano nos EUA, é muito comum os bombeiros serem chamados para resgatar esquilos presos em calhas. 100% dos esquilos que se metem em enrascadas, são indivíduos “adolescentes”.

Assim, de volta ao humanos, esta curva não é limitada apenas a criminalidade. O mesmo perfil etário caracteriza cada comportamento humano quantificável que seja público (ou percebido por potenciais parceiros sexuais) e oneroso (não acessível por todos os concorrentes sexuais). Isso tabém afeta diretamente aquele lance dos homens-bomba.
A relação entre a idade e a produtividade pode ser vista em carreiras de projeção, como músicos, (o que explica porque o Chico Buarque parou de fazer musica boa do meio para o fim da fase adulta), pintores, escritores, cientistas e etc – o que poderia ser chamado de “curva de de idade genial” – é essencialmente a mesma curva de criminalidade-idade. A produtividade – a manifestação da genialidade – atinge rapidamente picos no início da idade adulta e em seguida, declina rapidamente para um patamar mais humilde por toda a vida adulta. A curva de idade genial para as mulheres é muito menos pronunciada; Ela não cresce em picos ou varia tanto com a função da idade.

Paul McCartney não escreve um hit há anos, e agora gasta muito do seu tempo pintando. Bill Gates é agora um respeitável empresário e filantropo, e já não é um geniozinho da informática. J. D. Salinger agora vive como um total reclusão e não publicou nada em mais de três décadas. Orson Welles só tinha 26, quando escreveu, produziu, dirigiu e estrelou Cidadão Kane.

Só uma teoria pode explicar a produtividade de ambos os gênios criativos e criminosos ao longo do curso da juventude: Ambos os crimes e a genialidade são expressões de homens jovens e seus desejos competitivos, que em última análise seriam destinadas no passado remoto para aumentar o sucesso reprodutivo.

Na franca concorrência para parceiras, aqueles que são competitivos podem agir violentamente em direção a seus rivais masculinos. Homens que são menos propensos à criminalidade e à violência pode manifestar a sua competitividade através das suas atividades criativas, como este blog, por exemplo.

De acordo com o grupo social que o cerca, o jovem pode também ingressar no tráfico como um “aviãozinho” e ir subindo na carreira até virar traficante aos vinte e poucos. Mas tem um detalhe:

O custo da concorrência aumenta drásticamente quando um homem tem filhos, quando suas energias e recursos são dedicados a proteger e investir nos filhos. O nascimento do primeiro filho geralmente ocorre vários anos após a puberdade, porque homens precisam de algum tempo para acumular recursos suficientes e atingir um status suficiente para atrair a sua primeira esposa. Existe, portanto, uma diferença de vários anos entre a rápida ascensão nos benefícios da concorrência e um aumento nos custos igualmente rápido com o bacuri.
A produtividade diminui rapidamente na idade adulta tardia e o custo da concorrência no mercado despenca. ( nada mais justo, uma vez que esta energia é focada na busca de parceiros. Ao atingir o objetivo, não há porque manter o mesmo pique)

Os homens simplesmente não sentem-se compelidos a agir violentamente, roubar, ou realizar experimentos científicos adicionais. É aí que começa a corrida pelo conforto. Pela melhora do padrão de vida. Pelo status social. (grana)

A semelhança entre Bill Gates, Paul McCartney, e os criminosos – de fato, entre todos os homens em toda a história evolutiva – aponta para um conceito importante na biologia evolutiva: a escolha feminina.

As mulheres são conhecidas por sua facilidade de vetar, de dizer “não” aos homens. Nós homens, tivemos que conquistar terras estrangeiras, ganhar batalhas e guerras, compor sinfonias, escrever livros, peças, sonetos, pintamos e esculpimos catedrais, fizemos descobertas científicas, criamos bandas de rock, e criamos sistemas operacionais, a fim de sensibilizar as mulheres para que elas possam concordar em ter relações sexuais conosco. A verdade é que os homens têm construído (e destruído) as civilizações desde o princípio dos tempos afim de sensibilizar as mulheres, para que elas possam dizer “sim, eu dou”.

8. A crise de meia idade do homem? É conversa para boi dormir!

Muita gente acredita nesse papo furado de que o “homem tem crise de meia-idade”. A verdade é que o homem realmente apresenta um comportamento inesperado quando eles estão no meio da idade madura. A explicação disso não é nenhuma alteração no homem, mas na mulher dele. Ocorre que a este período da vida, a esposa está se aproximando velozmente da menopausa. E isso significa que a fêmea não pode mais ter filhos, coisa que não acomete o macho, que bota molequinho no mundo até bater as botas.
É aí que a natureza arma mais uma das suas. Algum mecanismo ainda desconhecido dispara na cabeça do homem, que começa a olhar em volta. E é quando surgem os romances com moças –sempre – mais jovens ( ou que pareçam mais jovens para o cérebro do cara)
Assim, um homem de 50 anos casado com uma mocinha de 25 NUNCA terá uma “crise de meia idade”. Já um cara de 50 anos com uma mulher na mesma idade, veja bem… Mas a nossa sociedade não permite, certo? Entram aí mil e um fatores para boicotar o romance. E é por isso que nesta idade é comum vermos homens comprando belos e vermelhos carros esportivos conversíveis. Quando um homem de 50 e tantos resolve ir surfar no Havaí ou compra um mustang, ele não quer recuperar a juventude perdida. Ele quer comer uma surfista, e atrair a mulherada com seu carro brilhante que evoca DINHEIRO.

9. É natural para os políticos arriscar a carreira por um rabo se saia (mas apenas se eles forem do sexo masculino)

Na manhã de 21 de janeiro de 1998, estourou o famoso escândalo em que o Presidente Bill Clinton teve um caso com uma estagiária baranga com cara de puta de bar da esquina e que tinha só 24 anos de idade. A historiadora Darwiniana Laura L. Betzig assinala que, praticamente todos os homens poderosos da história ocidental casados em relacionamentos monogâmicos (só uma esposa até que a morte os separe) sempre tiveram comportamento poligínico (amantes, concubinas, piranhas da rua, teúdas e manteúdas, escravas, chame como quiser). Com suas esposas, eles produziam os herdeiros legítimos; com o resto da mulherada, eles produziam filhos bastardos. Que se dane! A verdade é que os genes não fazem qualquer distinção entre as duas categorias de crianças.

Como resultado, os homens poderosos em toda a história humana foram bem sucedidos na corrida pelo sucesso reprodutivo, deixando um grande número de descendentes (legítimos ou não, mas para a natureza, todo filho é legítimo), enquanto inúmeros homens pobres morreram sem mulher e sem prole. Moulay Ismail, o último sultão, rei do Marrocos, sobressai quantitativamente, neste quesito, tendo deixado mais de 1042 descendentes. Ok, o cara era um garanhão reprodutor de primeira, mas aos olhos da psicologia evolutiva, ele não foi, de forma qualitativamente, diferente de outros homens poderosos, como Bill – “fumei mas não traguei” – Clinton.

A pergunta que não quer calar é : – “Por que o homem mais poderoso do mundo na época comprometeu o seu trabalho por um caso com uma jovem mulher?” – A partir de uma perspectiva Darwiniana, a resposta seria: “Por que não?” Os homens esforçaram- se por atingir o mais alto poder político, consciente ou inconscientemente, a fim de ter acesso à reprodução de um maior número de mulheres. Então perguntar isso é como perguntar por que razão alguém trabalhou muito para ganhar uma grande quantia de dinheiro só pra gastá-lo em seguida.

10. Os homens assediam sexualmente as mulheres, porque elas não são sexistas

Uma conseqüência infeliz da conquista feminina do mercado de trabalho é que com mais mulheres no mercado, o número de assédio sexual igualmente aumentou. Por que o assédio sexual é uma conseqüência necessária da integração entre os sexos no ambiente de trabalho?

Basicamente existem dois tipos de assédio sexual, o “quid pro quo” ( “Você deve dormir comigo se você quiser manter o seu emprego ou ser promovida, valeu tchutchuca?”), bem como o “ambiente hostil” (o trabalho é considerado demasiado sexualizado para as trabalhadoras se sentirem seguras e confortáveis). Enquanto feministas e cientistas sociais tendem a explicar o assédio sexual, em termos de ideologia “patriarcal” e outras, a psicóloga Kingsley R. Browne localiza a causa final de ambos os tipos de assédio sexual nas diferenças estratégicas de acasalamento.

Estudos demonstram inequívocamente que os homens estão muito mais interessados em curto prazo no sexo ocasional do que as mulheres. Um clássico estudo mostra que 75% dos homens abordados por uma estranha atraente concordaram em fazer sexo com ela;
Em contraponto, nenhuma das mulheres abordadas por um estranho atraente aceitaram fazer sexo. Porém, quando o indivíduo era alguém a quem elas conheciam, muitas mulheres concordaram em fazer sexo.

Os assédios do tipo “quid pró quo” são manifestações dos homens de maior desejo de curto prazo em sexo ocasional e sua vontade de utilizar qualquer meio disponível para atingir a meta. As feministas afirmam que o assédio sexual “não é sobre sexo, mas sim sobre poder”. Browne conclui – “São tanto homens com poder para obter sexo. Dizer que é apenas uma questão de poder, não faz mais sentido do que dizer que o roubo a banco tem a ver com armas, não com dinheiro.”

Já o tipo de assédio sexual de ambiente hostil – Variedade resultante de diferenças sexuais em que homens e mulheres percebem um ambiente “excessivamente sexual” ou “hostil” em termos de comportamento.
Muitas mulheres legítimamente queixam-se de que tenham sido submetidas a um ambiente abusivo, intimidatório, ou um tratamento degradante e pelos seus colegas do sexo masculino. Browne lembra que muito antes das mulheres galgarem seu espaço no mercado de trabalho, os homens já sujeitavam-se uns aos outros em ambiente igualmente intimidatório, com tratamento degradante.

Abuso, intimidação e degradação são parte do repertório de todos os homens quando em situações competitivas. Em outras palavras, os homens não estão tratando as mulheres de maneira diferente dos homens – a definição de discriminação, ao abrigo do qual o assédio sexual legalmente cai – mas o contrário: Homens assediam as mulheres justamente porque eles não estão conseguindo discriminar as profundas diferenças entre homens e mulheres.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: